ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DAS FENDAS ORAIS NO ESTADO DO TOCANTINS
DOI:
https://doi.org/10.35685/acdnar90Keywords:
Fissuras labiais e palatinas, Estado tocantinense, Malformações congênitasAbstract
As Fendas Orais (FO) incluem fissuras labiais e palatinas, comprometem a alimentação e a fala, impactando a qualidade de vida. Sobre isso, este estudo investiga a prevalência de FO no estado tocantinense entre 2020 e 2023, destacando tanto causas genéticas quanto ambientais. Para isso, foi realizada uma análise epidemiológica descritiva com dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos, abrangendo 93.166 nascimentos e 53 casos de FO nas oito regiões de saúde do estado. Entre as variáveis analisadas estão a idade materna, a etnia e a qualidade do pré-natal. Observou-se com resultados que a maior prevalência foi registrada na Ilha do Bananal (22,6%), sugerindo a influência de fatores regionais específicos. A maioria dos casos encontrados estavam presentes em mães de 20 a 24 anos, embora o fator idade isoladamente não seja um risco determinante. A etnia parda predominou com 35 casos, possivelmente devido a condições socioeconômicas e genéticas. Em contraste, as etnias preta e indígena apresentaram menor prevalência, provavelmente devido a um possível fator de proteção. Além disso, dez casos estiveram associados a pré-natal inadequado, com consultas insuficientes. Portanto, é necessário fortalecer o pré-natal e implementar políticas de saúde pública que promovam educação e intervenções nas regiões mais afetadas, buscando reduzir as desigualdades de acesso à saúde e os fatores de risco para as FO.
