A AURICULOTERAPIA MELHORA A QUALIDADE DE VIDA E REDUZ DORES, ANSIEDADE E ESTRESSE EM PACIENTES DA APS
DOI:
https://doi.org/10.35685/revintera.v7i1.4348Palavras-chave:
Terapias Complementares, Bem-estar emocional, Cuidados PrimáriosResumo
A dor crônica (DC) impacta de maneira significativa a qualidade de vida dos indivíduos, limitando suas atividades diárias e reduzindo a autonomia. Nesse contexto, estratégias não farmacológicas, como a Auriculoterapia, têm se mostrado eficazes no manejo da DC. Este estudo visa analisar o efeito da terapia não farmacológica de Auriculoterapia em pacientes com DC atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A pesquisa utilizou uma metodologia quantitativa, caracterizada por um ensaio clínico, com coleta de dados realizada por meio de questionários aplicados antes e após a intervenção. O protocolo de Auriculoterapia foi estruturado em um formato fechado e teve duração de 4 semanas. Para a análise estatística, a normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov, e os resultados foram apresentados como média ± desvio padrão para variáveis paramétricas e como mediana com faixa de variação para variáveis não paramétricas. As diferenças estatísticas entre os grupos de tratamento foram avaliadas pelo Teste de Wilcoxon, utilizando o software IBM SPSS. O estudo incluiu 53 pacientes com idade média de 59,90±20,11 anos. Dentre os principais achados, constatou-se que a Auriculoterapia diminui significativamente a percepção de dor (p<0,001), sintomas de estresse (p=0,008) e ansiedade (p=0,050), associada a melhora da qualidade de vida. Os dados apresentados fornecem evidências que sustentam a integração e a implementação da Auriculoterapia como uma abordagem eficaz para o manejo da dor crônica, estresse e ansiedade no sistema público de saúde.
