CARACTERIZAÇÃO DE ANIMAIS ENVOLVIDOS NOS ATENDIMENTOS DE PROFILAXIA ANTIRRÁBICA HUMANA PÓS-EXPOSIÇÃO ENTRE OS ANOS DE 2015 E 2019
DOI:
https://doi.org/10.35685/revintera.v7i1.4097Palavras-chave:
Epidemiologia, Saúde Pública, Vacinação, ZoonosesResumo
A raiva é uma encefalite progressiva e zoonótica, capaz de afetar todos os mamíferos, e apresenta alta taxa de letalidade. A transmissão do vírus ocorre por meio de mordeduras, arranhaduras e lambeduras de animais infectados. O atendimento de profilaxia pós exposição ao vírus rábico, proporciona medidas preventivas essenciais para evitar desenvolvimento da enfermidade em humanos. Dada a relevância deste atendimento, o objetivo deste estudo é caracterizar os animais envolvidos nos atendimentos de profilaxia antirrábica humana no município de Jataí, Goiás, entre os anos de 2015 e 2019. Para isso, foram analisados dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde. As análises foram realizadas com o auxílio do software Microsoft Excel 2010®.Durante o período estudado, foram registradas 2.453 notificações, das quais 82,4% eram de animais da espécie canina. Em 77% dos casos, os animais estavam aparentemente saudáveis, e em 76,7% dos atendimentos, cães e gatos foram colocados sob observação. Ao final do período de observação, 69,5% dos animais não apresentaram sinais clínicos compatíveis com raiva. O tratamento mais comum adotado no município foi a observação, acompanhada de vacinação, em 69% dos casos. Dada a gravidade da enfermidade, é fundamental que a descrição do agravo na ficha, e a recomendação de profilaxia sejam prescritas de maneira correta. Estas garantem a eficácia de prevenção à doença, e eficácia do tratamento quando necessário.
