A escrita transversal de Maria Adelaide Amaral: do cânone literário à estética da minissérie televisiva
DOI :
https://doi.org/10.35685/3ec5vh66Mots-clés :
Maria Adelaide Amaral, Teledramaturgia, Literatura comparada, Escrita de si, Tradução intersemióticaRésumé
Este artigo analisa a trajetória intelectual e a produção teledramatúrgica de Maria Adelaide Amaral, investigando as correlações entre sua formação nos campos do teatro e da literatura e sua atuação na televisão brasileira. Partindo da premissa de que a autora opera através de uma "transversalidade discursiva", examina-se como seu habitus literário — consolidado por premiações como o Jabuti e o Molière — funciona como um mecanismo de distinção estética na produção de minisséries para a TV Globo. O corpus analítico abrange obras de adaptação (A Muralha, Os Maias, A Casa das Sete Mulheres), narrativas biográficas (JK, Um Só Coração, Dalva e Herivelto) e o exercício autoficcional (Queridos Amigos). Fundamentada nos conceitos de trajetória e campo de Pierre Bourdieu, na teoria do melodrama de Ismail Xavier e no conceito de "escrita de si" de Michel Foucault, a investigação demonstra que a escrita de Amaral atua como uma mediação cultural estratégica, legitimando a televisão como espaço para a reconfiguração do cânone e para a preservação da memória coletiva.
Références
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