Análise epidemiológica da toxoplasmose congênita da região do Bico do Papagaio, Tocantins

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35685/a1xy5w65

Palabras clave:

Epidemiologia, Saúde materno-infantil, Doenças congênitas, Diagnóstico precoce, Vigilância em saúde

Resumen

Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência e os fatores de risco da toxoplasmose congênita na região do Bico do Papagaio, Tocantins, com o intuito de subsidiar estratégias de prevenção e manejo da doença. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica quantitativa, realizada na microrregião do Bico do Papagaio, utilizando dados da plataforma SINASC, complementados por informações do SINAN. Foram considerados os registros de nascidos vivos com toxoplasmose entre 2019 e 2023, abrangendo 18 municípios. Resultados: Entre 2019 e 2023, foram registrados 60 casos de toxoplasmose congênita na região, com maior concentração em Augustinópolis (72%). A maioria das vítimas era de crianças menores de 1 ano, com predominância da raça parda e do sexo masculino. O ano de 2023 registrou o maior número de casos. Discussão: Augustinópolis apresentou a maior incidência de casos, associada a problemas de saneamento e infraestrutura urbana deficiente. A falta de esgoto adequado e a proliferação de gatos em áreas rurais favorecem a disseminação da toxoplasmose. A população parda é a mais afetada, o que reflete desigualdades socioeconômicas. A incidência entre os sexos foi similar, indicando que fatores ambientais e socioeconômicos são determinantes para a propagação da doença. Considerações finais: A elevada incidência de toxoplasmose congênita na microrregião é atribuída a fatores socioeconômicos, culturais e dificuldades no acesso à saúde. Recomenda-se o aprimoramento de programas de diagnóstico, tratamento e campanhas socioeducativas de prevenção.

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Publicado

2026-08-07

Cómo citar

Análise epidemiológica da toxoplasmose congênita da região do Bico do Papagaio, Tocantins. Revista Interação Interdisciplinar (ISSN: 2526-9550), [S. l.], v. 8, n. 2, p. 1–13, 2026. DOI: 10.35685/a1xy5w65. Disponível em: https://publicacoes.unifimes.edu.br:443/index.php/interacao/article/view/4386. Acesso em: 13 ago. 2026.