A escrita transversal de Maria Adelaide Amaral: do cânone literário à estética da minissérie televisiva

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DOI:

https://doi.org/10.35685/3ec5vh66

Schlagwörter:

Maria Adelaide Amaral, Teledramaturgia, Literatura comparada, Escrita de si, Tradução intersemiótica

Abstract

Este artigo analisa a trajetória intelectual e a produção teledramatúrgica de Maria Adelaide Amaral, investigando as correlações entre sua formação nos campos do teatro e da literatura e sua atuação na televisão brasileira. Partindo da premissa de que a autora opera através de uma "transversalidade discursiva", examina-se como seu habitus literário — consolidado por premiações como o Jabuti e o Molière — funciona como um mecanismo de distinção estética na produção de minisséries para a TV Globo. O corpus analítico abrange obras de adaptação (A Muralha, Os Maias, A Casa das Sete Mulheres), narrativas biográficas (JK, Um Só Coração, Dalva e Herivelto) e o exercício autoficcional (Queridos Amigos). Fundamentada nos conceitos de trajetória e campo de Pierre Bourdieu, na teoria do melodrama de Ismail Xavier e no conceito de "escrita de si" de Michel Foucault, a investigação demonstra que a escrita de Amaral atua como uma mediação cultural estratégica, legitimando a televisão como espaço para a reconfiguração do cânone e para a preservação da memória coletiva.

Literaturhinweise

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Veröffentlicht

2026-04-15

Zitationsvorschlag

A escrita transversal de Maria Adelaide Amaral: do cânone literário à estética da minissérie televisiva. Revista Interação Interdisciplinar (ISSN: 2526-9550), [S. l.], v. 8, n. 1, p. 156–166, 2026. DOI: 10.35685/3ec5vh66. Disponível em: https://publicacoes.unifimes.edu.br:443/index.php/interacao/article/view/5986. Acesso em: 16 apr. 2026.