RESÍDUO DE CAMARÃO PARA PRODUÇÃO DE PROTEASES DE INTERESSE BIOTECNOLÓGICO

Autores

  • Aline Marques Monte UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
  • Amália Roberta de Morais Barbosa Universidade Federal do Piaui
  • Ana Karoline Matos da Silva
  • Maria Christina Sanches Muratori

Resumo

Objetivou-se utilizar o resíduo de camarão como fonte de proteínas para produção de proteases, como uma alternativa para a utilização desse resíduo. O resíduo foi de camarão de água doce de espécie não identificada. O teor de proteína foi obtido pela metodologia de Kjeldahl, um método indireto que determina o nitrogênio orgânico total da amostra e converte em proteína pelo fator de conversão 6,25. Para produção enzimática foi utilizado a levedura Candida parapsilosis pertencente a coleção de culturas de micro-organismos do Laboratório de Controle Microbiológico do NUEPPA, esta cepa foi isolada em ambiente de piscicultura teresinense. A atividade proteolítica foi determinada segundo a metodologia de Charney e Tomareli (1947). A análise foi realizada a cada 24 horas de fermentação até a obtenção do pico da atividade enzimática. A análise de proteína bruta desse material teve uma média de teor proteico de 42,92%. Constatou-se um aumento considerável na produção enzimática de C. parapsilosis a partir das 96 horas de incubação (39,6 U/mL) no meio com resíduo de camarão como fonte de proteína, com um alcance máximo de atividade proteásica após 168 horas de incubação (78,3 U/mL). O resíduo de camarão de água doce mostrou-se uma boa fonte de proteínas para a produção de proteases com a Candida parapsilosis.

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Publicado

03-07-2021