ENTRE O DIREITO DE VIVER E O DIREITO DE MORRER: DIGNIDADE, AUTONOMIA EM MAR ADENTRO

Autores

  • Giselle Miranda Menezes Centro Universitário de Mineiros-UNIFIMES
  • Ana Paula Guimarães Coata
  • Kalluany Genequele Carvalho Sousa
  • Kleberson Silva Dos Santos
  • Marisângela Balz

Palavras-chave:

Bioética, Cuidados paliativos, Eutanásia, Subjetividade, Finitude

Resumo

Este trabalho tem por objetivo analisar o filme Mar Adentro (2004), dirigido por Alejandro Amenábar, que retrata a história de Ramón Sampedro, um homem tetraplégico que luta pelo direito de decidir sobre a própria morte. A partir dessa narrativa, desenvolve-se uma reflexão sobre os dilemas éticos, psicológicos e subjetivos envolvidos no processo de morrer, especialmente em contextos de sofrimento extremo e ausência de possibilidade de cura. A discussão fundamenta-se em referenciais da Bioética e da Psicanálise, abordando conceitos como eutanásia, distanásia e ortotanásia, além do papel do psicólogo nos cuidados paliativos. A análise evidencia que o sofrimento humano ultrapassa a dimensão física, envolvendo aspectos emocionais, simbólicos e existenciais, o que exige o reconhecimento da singularidade do sujeito em seu processo de adoecimento e finitude. Nesse contexto, destacam-se as tensões entre valores éticos, sociais e jurídicos, especialmente no que se refere à autonomia do paciente e ao direito de decidir sobre a própria vida. Ressalta-se, ainda, a importância da atuação do psicólogo como mediador da escuta e facilitador da elaboração do sofrimento, contribuindo para a construção de um cuidado mais humanizado e sensível às necessidades do paciente. Assim, o filme possibilita uma reflexão sobre o sentido da vida, da liberdade e da dignidade, evidenciando a complexidade das decisões que envolvem o viver e o morrer.

Referências

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Publicado

2026-09-09