MULHERES EM CÁRCERE: IMPACTOS DA NEGLIGÊNCIA EM SAÚDE MENTAL EM CASOS DE SUICÍDIO E AUTOMUTILAÇÃO
Palavras-chave:
Detentas, Saúde mental, Comportamento suicida, Automutilação, Encarceramento femininoResumo
O encarceramento feminino no Brasil evidencia desafios estruturais relacionados às condições de vida e à garantia de direitos das mulheres privadas de liberdade. A saúde mental emerge como uma questão crítica, marcada pela negligência institucional e pela insuficiência de serviços especializados. O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica e análise documental, os impactos da negligência em saúde mental no sistema penitenciário feminino, com ênfase na ocorrência de comportamentos autolesivos. Foram examinados artigos e materiais de divulgação científica sobre temas como saúde mental, suicídio e automutilação entre mulheres encarceradas. Os resultados indicam que fatores como superlotação, precariedade estrutural, ausência de políticas públicas e acesso limitado a atendimento psicológico contribuem para o agravamento do sofrimento psíquico no ambiente prisional. Evidências empíricas apontam prevalência de ideação suicida e comportamentos autolesivos entre detentas. Conclui-se que a negligência no sistema prisional feminino constitui um grave problema de saúde pública e de direitos humanos, reforçando a necessidade de políticas institucionais que garantam atenção psicossocial e promovam condições mais dignas de cuidado e ressocialização.