ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS EM PLANTAS SOB EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS: IMPACTOS NA AGRICULTURA
Palavras-chave:
Fisiologia Vegetal, Estresse Abiótico, Mudanças Climáticas, Fotossíntese, AgriculturaResumo
A agricultura global enfrenta desafios crescentes devido à frequência de eventos climáticos extremos, como ondas de calor e secas severas, que comprometem a produtividade e a segurança alimentar. Objetivou-se revisar e descrever as principais alterações fisiológicas em plantas expostas a eventos climáticos extremos, fornecendo uma base teórica para a formulação de estratégias de adaptação antecipatória na agricultura. As alterações fisiológicas em plantas sob mudanças climáticas são marcadas por uma complexa interação entre o aumento do dióxido de carbono (CO2) e eventos extremos de temperatura e seca. Embora a elevação do CO2 possa inicialmente estimular a fotossíntese e o crescimento, esses benefícios são frequentemente anulados pelo estresse térmico, que danifica a maquinaria fotossintética, inativa a enzima Rubisco e desestabiliza as membranas celulares. Sob condições de déficit hídrico e salinidade, as plantas ativam o fechamento estomático mediado pelo ácido abscísico (ABA) para reduzir a transpiração, o que simultaneamente restringe a captação de carbono e compromete a absorção de nutrientes e a produção de biomassa. Além disso, o estresse oxidativo resultante da produção de espécies reativas de oxigênio (EROS) degrada proteínas e pigmentos, enquanto as plantas buscam mitigar esses danos através de ajustes osmóticos e respostas moleculares.