MARKETING JURÍDICO NAS REDES SOCIAIS OS LIMITES ÉTICOS IMPOSTOS PELA ORDEM DOS ADVOGADOS BRASILEIROS (OAB)
Palavras-chave:
Marketing jurídico, Ética profissional, Publicidade na advocacia, Redes sociaisResumo
O avanço das tecnologias digitais e a popularização das redes sociais modificaram significativamente as formas de comunicação na sociedade contemporânea, influenciando também a atuação dos profissionais do Direito. Nesse contexto, o marketing jurídico passou a ser utilizado como uma ferramenta de divulgação de conteúdos informativos e de aproximação entre advogados e a sociedade. No entanto, o exercício dessa prática encontra limites éticos estabelecidos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que busca evitar a mercantilização da advocacia e garantir que a publicidade profissional possua caráter meramente informativo. Diante disso, o presente artigo tem como objetivo analisar o marketing jurídico nas redes sociais e os limites éticos impostos pela OAB, especialmente à luz do Estatuto da Advocacia, do Código de Ética e Disciplina e do Provimento n.º 205/2021. Para a elaboração deste trabalho foi realizada pesquisa bibliográfica e documental, com análise da legislação e de materiais doutrinários relacionados ao tema. Conclui-se que o marketing jurídico pode ser utilizado como importante instrumento de comunicação e disseminação do conhecimento jurídico, desde que respeitados os princípios éticos da profissão, preservando a dignidade da advocacia e a confiança da sociedade nos profissionais do Direito.