TECNOLOGIA ASSISTIVA E CAPACITISMO ESTRUTURAL: UMA ANÁLISE SOCIOTÉCNICA DA INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Autores/as

  • André Campos
  • Josirene Aparecida Centro Universitário de Mineiros image/svg+xml
  • Júlia Gonçalves
  • Yuri Oliveira

Palabras clave:

Acessibilidade digital, Vieses algorítmicos, Desenho universal, Modelo social da deficiência, Direitos humanos

Resumen

Este estudo propõe uma reflexão crítica sobre a dualidade das Tecnologias Assistivas (TAs) diante do capacitismo estrutural. Pretendendo discutir como o desenho e a implementação dessas inovações podem reforçar a lógica de "correção" do sujeito em detrimento da eliminação de barreiras sociais e ambientais, utilizando uma revisão narrativa da literatura (2015-2024), fundamentada em bases como SciELO e Google Acadêmico, além de uma análise documental da Lei Brasileira de Inclusão e da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Os resultados revelam que, embora o avanço da Inteligência Artificial ofereça horizontes inéditos de autonomia, sua eficácia é mitigada por vieses algorítmicos que automatizam a exclusão ao negligenciar a diversidade funcional humana. Observou-se que a ausência de diretrizes de desenho universal na arquitetura de sistemas converte potenciais ferramentas de emancipação em novos mecanismos de segregação e invisibilidade. Formaliza-se que o enfrentamento ao capacitismo na era digital exige uma ruptura de paradigma no desenvolvimento tecnológico, sendo imperativo que a governança algorítmica incorpore a acessibilidade de forma nativa. A inclusão efetiva depende do reconhecimento da deficiência não como um erro sistêmico, mas como expressão legítima da diversidade humana.

Referencias

Publicado

2026-09-09