O SER HUMANO NÃO É ESTRANHO DA INFELICIDADE: ANÁLISE SOB PERSPECTIVA GESTÁLTICA
Palabras clave:
Tristeza, Sofrimento Psíquico, Medicalização, Gestalt-Terapia, Redes SociaisResumen
O presente trabalho tem como objetivo discutir a tristeza enquanto experiência humana universal, bem como problematizar sua crescente patologização na contemporaneidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter teórico e bibliográfico, baseada na análise de produções acadêmicas e culturais sobre a tristeza. Utiliza referenciais da psicologia, com ênfase na Gestalt-terapia, além de manuais diagnósticos para diferenciar tristeza e depressão. A análise é interpretativa e busca compreender os sentidos da tristeza na contemporaneidade. Também problematiza sua patologização e medicalização, especialmente no contexto das redes sociais. Em seguida, estabelece-se uma distinção entre tristeza e depressão, com base em referenciais diagnósticos e na perspectiva da Gestalt-terapia, que compreende o sofrimento como expressão do campo relacional e das formas de contato do indivíduo com o mundo. O estudo também aborda a influência das redes sociais na construção de uma cultura de positividade excessiva, que tende a silenciar emoções consideradas negativas, e analisa o fenômeno da medicalização do sofrimento psíquico, marcado pela redução da complexidade emocional a explicações biológicas e intervenções farmacológicas. Conclui-se que a compreensão da tristeza como parte legítima da experiência humana é fundamental para a construção de uma relação mais ética e integrada com o próprio sentir, contrapondo-se às exigências contemporâneas de felicidade constante.