APROVEITAMENTO DA BIOMASSA RESIDUAL DO MILHO NA MICROBACIA HIDROGRÁFICA DE SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA
Palabras clave:
Energia, Produção, Sustentabilidade, AgriculturaResumen
O milho ocupa uma posição relevante no cenário agroeconômico brasileiro, destacando-se não apenas pelo volume produzido, mas também pela geração de resíduos com potencial de aproveitamento energético. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial de utilização da biomassa residual do milho na Microrregião de São Miguel do Araguaia, com ênfase na estimativa do potencial energético associado à cultura e o uso que melhor otimiza a matéria prima. A pesquisa foi conduzida com base em dados oficiais do IBGE, Conab e BDE-Goiás, utilizando metodologia quantitativa para mensurar a palhada disponível, considerando parâmetros agronômicos e critérios técnicos de coleta sustentável. Em seguida, procedeu-se com os cálculos para encontrar o Poder Calorífico Inferior e a Potência Elétrica gerada por cada município. Os resultados evidenciam que a biomassa residual do milho constitui uma fonte significativa de energia, no entanto, a quantidade de energia gerada a partir da biomassa não é suficiente para suprir o consumo elétrico total da microrregião. A vista disso, a pesquisa constatou a possibilidade de integrar um Centro de Gerenciamento de Briquetes que, além de representar uma alternativa viável para agregação de valor econômico à produção agrícola expõe o aproveitamento energético da palhada compactada em briquetes e contribui para a mitigação de impactos ambientais associados ao manejo inadequado de resíduos no campo. Assim, apesar das limitações, o milho ainda pode ser uma alternativa complementar na matriz energética local, contribuindo para a valorização dos resíduos agrícolas e incentivando práticas sustentáveis no meio rural.