SÍFILIS CONGÊNITA: BARREIRAS NO PRÉ NATAL QUE IMPEDEM A ERRADICAÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL

Autores/as

  • Nicolas Mesquita Pontes Centro universitário de Mineiros (UNIFIMES), Trindade
  • Izadora Arantes Fideles
  • Matheus Chafic Freitas de Oliveira
  • Rafaela Pires Bonfim
  • Mariana Carla Mendes

Palabras clave:

Sífilis-congênita, Pré-natal, Prevenção, Transmissão vertical

Resumen

A sífilis congênita permanece um desafio de saúde pública, configurando-se como um grande indicador de falhas na assistência à gestante. Este estudo objetivou analisar as barreiras no pré-natal que impedem a erradicação da transmissão vertical do Treponema pallidum. A fundamentação teórica baseia-se na rede de atenção básica e no protocolo de assistência integral à saúde da mulher e da criança. A metodologia adotada foi uma revisão narrativa da literatura, realizada pelo Grupo de Estudos Sobre Prevenção de Infecções e Doenças Crônicas (GEPINF), com busca em bases de dados científicas entre os anos 2001-2026, focando em artigos que discutem o processo de trabalho no pré-natal e a qualidade da assistência. Os achados indicam que as principais barreiras são a captação tardia das gestantes ao pré-natal e a fragmentação do cuidado entre a atenção primária e a maternidade. Destacam-se, ainda, ao acompanhamento inadequado da criança, principalmente quando há algum acometimento, a defasagem na oferta de testes rápidos, a interpretação incorreta dos resultados sorológicos, a dificuldade no tratamento oportuno do parceiro sexual, tratamento incorreto e a resistência à administração da penicilina benzatina na rede básica. Conclui-se que, para a erradicação da transmissão vertical, é imperativo fortalecer a busca ativa das gestantes, capacitar as equipes de saúde para a desmistificação do tratamento com penicilina e assegurar a adesão do parceiro ao tratamento. A estratégia exige uma gestão eficiente, capaz de integrar fluxos assistenciais e garantir o diagnóstico precoce, superando as fragilidades estruturais que perpetuam a incidência desta patologia evitável.

Referencias

Publicado

2026-09-09