SUSTENTABILIDADE E SAÚDE MENTAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES EM TEMPOS DE CRISES AMBIENTAIS
Palabras clave:
Sustentabilidade, Crises climáticas, Saúde mental, Impactos psicológicos, Vulnerabilidade socialResumen
Este trabalho tem como objetivo destacar a relação entre sustentabilidade e questões psicológicas, evidenciando como as crises climáticas impactam significativamente a saúde mental das populações. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão integrativa de literatura, com base em estudos publicados entre 2003 e 2024 nas bases Google Acadêmico e SciELO. A análise dos dados permitiu compreender a sustentabilidade como um fenômeno multidimensional, que envolve aspectos ambientais, sociais, culturais e emocionais. Os resultados indicam que a crise ambiental ultrapassa a dimensão ecológica, configurando-se também como um problema psicossocial, com efeitos diretos na saúde mental. Eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas, provocam impactos emocionais relevantes, incluindo luto coletivo, ansiedade, traumas e ecoansiedade, especialmente em populações vulneráveis. Situações como a tragédia climática no Rio Grande do Sul em 2024 reforçam esses efeitos, evidenciando sofrimento emocional e social duradouro. O estudo destaca a necessidade de compreender as relações entre comportamento humano e meio ambiente, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que promovam a preservação ambiental e o bem-estar psicológico. Reforça-se a importância de políticas públicas que integrem dimensões técnicas e subjetivas, visando à justiça socioambiental e ao fortalecimento da resiliência emocional. Conclui-se que cuidar do meio ambiente está diretamente relacionado ao cuidado da saúde mental, sendo essencial a construção de um novo pacto social e ambiental para um futuro mais sustentável, equilibrado e humanizado.