VÍRUS NIPAH: AMEAÇA ZOONÓTICA EMERGENTE E DESAFIOS PARA VIGILÂNCIA EM SAÚDE ÚNICA
Palavras-chave:
Morcegos, Paramyxoviridae, Vigilância Epidemiológica, Saúde Única, Zoonoses emergentesResumo
O vírus Nipah se trata de um patógeno zoonótico emergente, capaz de ocasionar infecções respiratórias graves até encefalite, identificado inicialmente na Malásia em 1990, caracterizado por elevada taxa de letalidade e potencial de causar surtos com impacto significativo na saúde pública. O presente estudo teve como objetivo reunir evidências científicas acerca da epidemiologia, transmissão e estratégias de vigilância relacionadas a esse patógeno. Para isso, realizou-se uma revisão de literatura baseada em artigos científicos publicados entre 2018 e 2026, disponíveis em bases de dados acadêmicas. Desde sua identificação, vem sendo responsável por surtos recorrentes, evidenciando seu alto potencial adaptativo. Sua dinâmica de transmissão envolve contato direto com animais infectados, consumo de alimentos contaminados e, em alguns contextos, por transmissão entre humanos. Os morcegos frugívoros atuam como reservatórios naturais, se tornando peça-chave ao favorecendo e manutenção do vírus no ambiente e o surgimento de novos surtos, especialmente em cenários de alterações ambientais e maior interação entre humanos e animais. A ausência de tratamentos específicos e vacinas eficazes representa um dos principais desafios para o controle da infecção, diante desse cenário, destaca-se a importância da vigilância epidemiológica integrada e da abordagem em Saúde Única para prevenção, controle e resposta a possíveis surtos da doença.