PARA ALÉM DA GLICOSE: USO DE ISGLT2 NA DOENÇA RENAL NÃO DIABÉTICA

Autores

  • João Eduardo Gervásio Pereira Unifimes Trindade
  • Trycia Helen de Barros Corrêa
  • Jordana de Oliveira Rezende
  • João Pedro de Godoy Pitaluga
  • Enzo Santos Cunha
  • Carlos Macki Zumaeta Costa

Palavras-chave:

Doença Renal Crônica, Não Diabética, SGLT2, Progressão da Doença, Tratamento

Resumo

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que desafia a saúde pública mundial, associada à alta mortalidade cardiovascular e ao estágio de doença renal terminal. Inicialmente, a terapia com iSGLT2 visando a nefroproteção prioriza pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2), principal causa da DRC. Contudo, evidências recentes demonstram benefícios significativos com o uso também em indivíduos não diabéticos. Ensaios clínicos como DAPA-CKD e EMPA-KIDNEY comprovam redução na progressão da DRC, da albuminúria, do risco de insuficiência renal e de complicações cardiovasculares, independentemente da presença de diabetes. Esta revisão bibliográfica objetivou compreender os efeitos terapêuticos das glifozinas nesses pacientes. Para isso, a pesquisa realizada fez uso das bases de dados SciELO, BVS e Google Schoolar utilizando os descritores "Doença Renal Crônica", "iSGLT2", "Não Diabética", "Progressão da Doença" e "Tratamento". Os achados demonstraram vantagens adicionais, como menor risco de hospitalização, redução da pressão arterial, controle da sobrecarga hídrica e redução da incidência de hipercalemia grave. Esses resultados justificam a incorporação dos iSGLT2 nas recomendações da Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) e da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Apesar do consenso quanto à eficácia, há divergência nas indicações: a KDIGO recomenda uso mais amplo, enquanto a SBN orienta uso prioritário em pacientes com albuminúria e risco cardiovascular mais elevados. Apesar disso, os iSGLT2 consolidam-se como pilares no manejo da DRC, com efeitos que transcendem o controle glicêmico e devem agregar cada vez mais relevância na saúde brasileira.

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Publicado

27-02-2026