O IMPACTO DOS APLICATIVOS DE SAÚDE NA AUTOGESTÃO E ADESÃO TERAPÊUTICA DE PACIENTES COM DIABETES
Palavras-chave:
Diabetes, Autogestão, Adesão terapêutica, Aplicativos móveis, Saúde digitalResumo
O avanço das tecnologias digitais em saúde, especialmente dos aplicativos móveis, tem ampliado possibilidades para o manejo do diabetes, oferecendo suporte ao autogerenciamento e à adesão terapêutica. Este trabalho analisa criticamente o impacto desses aplicativos sobre fatores centrais do cuidado: monitoramento glicêmico, comunicação personalizada, suporte à tomada de decisão e engajamento comportamental. Evidencia-se que apps com feedback em tempo real, exibição estruturada de dados e comunicação integrada com profissionais de saúde promovem reduções modestas, porém consistentes, na hemoglobina glicada (HbA1c) e aumentam a frequência de automonitoramento. Estratégias de gamificação mostraram-se eficazes para elevar o engajamento em adolescentes, embora nem sempre se traduzam em melhora glicêmica imediata. Funcionalidades voltadas à prevenção de complicações e à educação contínua parecem potencializar benefícios clínicos. Em contrapartida, persistem desafios relevantes: heterogeneidade de resultados entre estudos, lacunas na avaliação de segurança (hipoglicemia e eventos adversos), barreiras de literacia digital, custos e risco de ampliar desigualdades no acesso. Conclui-se que os aplicativos são ferramentas complementares valiosas quando integrados a um ecossistema clínico que inclua suporte profissional, políticas de inclusão digital e avaliação regulatória rigorosa; seu pleno potencial depende de validação clínica robusta e de ações para garantir equidade no acesso.
