AUTOMEDICAÇÃO NO IDOSO: RISCO DO USO ABUSIVO DE POLIVITAMÍNICOS E GINKO BILOBA
Palabras clave:
Automedicação, Idosos, Risco, Medicamento fitoterápicoResumen
O envelhecimento populacional brasileiro vem crescendo rapidamente e, com ele, o aumento da prevalência de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Esse cenário favorece o uso contínuo de medicamentos e o fenômeno da polifarmácia, que, aliado à automedicação, potencializa riscos como interações medicamentosas, intoxicações e morbimortalidade. Diante disso, torna-se relevante investigar o impacto da automedicação e do uso indiscriminado de fitoterápicos e polivitamínicos em idosos. O presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio da literatura científica, as implicações da automedicação em idosos, com ênfase nos riscos associados ao consumo de suplementos e fitoterápicos, especialmente a Ginkgo biloba. Trata-se de uma revisão integrativa, baseada em dezessete artigos publicados entre 2016 e 2025, em português e inglês, incluindo estudos transversais, revisões sistemáticas e metanálises. Os resultados apontaram que a automedicação é altamente prevalente em idosos, com taxa de até 66,6% no Brasil, predominando entre mulheres. Os medicamentos mais consumidos foram analgésicos, AINES, relaxantes musculares, suplementos dietéticos e fitoterápicos. Destaca-se o uso da Ginkgo biloba, associada a efeitos adversos como risco de sangramentos e convulsões, devido a interações com diversos fármacos. Além disso, o uso indiscriminado de polivitamínicos pode causar hipervitaminose e comprometer sistemas como pele, aparelho digestivo e cardiovascular. Conclui-se que a automedicação entre idosos representa um grave problema de saúde pública, intensificado pelas alterações fisiológicas do envelhecimento. A atuação multiprofissional é essencial para orientar, prevenir riscos e promover terapias seguras, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dessa população.
