Amamentação exclusiva: os benefícios da ação materna

Autores

  • Gabriella Serravalle Unifimes
  • Fernanda Ferreira Mendonça Unifimes
  • Isadora de Paula Souza

Palavras-chave:

Aleitamento materno., Amamentação Exclusiva., Lactantes.

Resumo

A amamentação exclusiva, ou aleitamento de acordo com a Organização mundial de saúde (OMS), é quando o lactente recebe somente leite materno, além disso, o recém-nascido (RN) deve ser alimentado nos seis primeiros meses de vida exclusivamente de leite materno e ser complementado com outros alimentos daí em diante, até os dois anos de idade. A importância em concretizar esse direcionamento da OMS se dá pelos benefícios concedidos a lactante e ao lactente. O objetivo desse estudo então é a verificação de dados sobre o tema de amamentação exclusiva e seus efeitos na saúde da mãe e do filho. Para tanto foi realizado revisão de literatura, o instrumento de pesquisa utilizado foi a consulta na plataforma Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), com os descritores: amamentação exclusiva. Também foram utilizados os filtros para artigos apenas em Português e publicados no ano de 2021. A busca resultou em 6 artigos os quais foram selecionados para a realização deste trabalho, que teve como critério de exclusão: artigos publicados em outras plataformas e artigos publicados em anos anteriores. O quantitativo de publicações sobre este tema demonstra que existem poucas produções recentes sobre o tema, mesmo que exista a ênfase de se tratar de uma temática muito importante para os recém nascidos e lactantes. A partir das leituras completas dos artigos encontrados, encontrou-se que, na década de 80, várias políticas de promoção à amamentação no Brasil foram implantadas, com a criação do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno, que veiculou campanhas de divulgação na mídia, instituiu uma legislação de proteção à amamentação e desenvolveu uma rede inovadora de Bancos de Leite Humano, as quais influenciam até hoje. Sabe-se que a amamentação na sala de parto, possibilita ao RN uma melhor adaptação a vida extrauterina, auxilia na regulação térmica, glicêmica e cardiorrespiratória. A sucção precoce, para as mães, estimula a hipófise na produção de ocitocina e prolactina, aumentando a produção de leite pelo organismo, e fisiologicamente para mãe, amamentar produz uma intensificação de sua maternidade e de seu prazer em cuidar do filho e no aspecto psicológico, essa intensificação serve pra consolidar a formação do vínculo afetivo entre mãe e filho. Além de ser um alimento completo e adequado para o desenvolvimento saudável, possui inúmeros benefícios, como proteger contra infecções, auxilio na dentição e no desenvolvimento dos aparelhos fonador, respiratório e digestivo da criança e proteger a lactante contra o câncer de ovário, portanto, sua interrupção pode ser prejudicial. Sendo assim, a Organização Mundial da Saúde adota esses padrões de aleitamento materno para que sejam preconizados mundialmente e aumente a taxa dessa pratica até o sexto mês do bebe, que no Brasil ainda é de 40%. Conclui-se a necessidade de novas pesquisas para obter mais informações e atualizações sobre o tema e seus efeitos na saúde da mãe e do bebê. Mas é importante ressaltar, o conhecimento já obtido sobre o papel da amamentação exclusiva, enfatizando seus benefícios na vida do lactente, ao adota-la nos primeiros seis meses de vida. Além disso, tem-se ainda que é de suma importância o papel dos profissionais de saúde no que diz respeito a orientação e conscientização principalmente na atenção primaria e que estejam preparados para apoiar mulheres e suas famílias nesse processo tão importante nos anos iniciais do ser humano. 

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Publicado

2022-01-31